Por Ana Leoni
Criadora do Dinheiro com Atitude, Colunista e Membro Independente de Conselho de Administração
São Paulo
Todo mundo tenta encontrar caminhos para se diferenciar na carreira. A busca é constante. Será possível se destacar em um universo de iguais? E ainda: é possível ser diferente quando as demandas do mercado de trabalho muitas vezes são homogêneas? Eu mesma já me questionei muito sobre isso. Agora empreendendo, a preocupação ficou redobrada.
Ao longo da minha vida profissional, contei – e contratei – com profissionais para me ajudar a identificar pontos de melhoria, gaps de qualificação que precisavam ser preenchidos, tendências das quais eu poderia surfar usando minhas competências e, na falta delas, quais eu deveria desenvolver. Era um exercício de autoanálise, análise de contexto e de criação de estratégias para me manter interessante para o mercado de trabalho. Investi bastante dinheiro nisso pois sempre vi minha carreira como um investimento que, se bem feito, poderia me render muitos dividendos. Valeu cada centavo empenhado.
Mas o frenesi do dia a dia, do corre pelos resultados que precisam ser entregues, da preocupação de manter o emprego, limitam a nossa capacidade de enxergar as oportunidades profissionais que apontam no horizonte. E na profissão de assessor, planejador, consultor financeiro (ou qualquer outro nome que queria usar) muita coisa anda passando despercebido.
Com o advento da longevidade, da baixa poupança no Brasil e do contexto macroeconômico cada vez mais desafiador, faltam profissionais especializados em auxiliar os clientes a fazer bom uso do dinheiro. Ou seja, a gastar o dinheiro acumulado ao longo da vida. Pode soar como contraditório, em um país que mais da metade da população economicamente ativa não tem nenhum recurso poupado, mas temos de ensinar as pessoas também a gastarem o dinheiro acumulado, no momento em que não tiverem mais acesso a renda ativa. Esse é, inclusive, um dos princípios da gerontologia financeira.
Atualmente no Brasil são quase dez mil profissionais com certificação CFP (Certified Financial Planner), certificação reconhecida mundialmente pelo seu caráter de excelência para a profissão de planejador financeiro. Em sua esmagadora maioria, são profissionais mais voltados a orientar clientes na fase de acúmulo de recursos e não na fase de uso desse dinheiro.
A falta de assessoria nessa fase tão crucial da vida, faz com que pessoas que foram disciplinadas e diligentes com as finanças, se vejam em apuros financeiros na velhice. Atualmente, estima-se que apenas 1% das pessoas aposentadas vivam com os próprios recursos. Além disso, a longevidade acrescenta uma dose cavalar de complexidade a essa questão. Recursos que deveriam durar anos, precisam se multiplicar para durar décadas.
Abre-se, portanto, uma enorme oportunidade de carreira. Poucas instituições financeiras lá fora, mais atentas as questões de envelhecimento de seus clientes, incluíram em seus organogramas equipes dedicadas a tal função. Ademais, institutos foram criados ao redor do mundo com o objetivo de entender melhor as questões da longevidade financeira e preparar profissionais para atuar nesse campo.
Mas e você? Incluiu no seu currículo tal competência? Você tem se preparado para esse desafio? Ensinar o cliente a gastar o dinheiro talvez seja a especialização que vai diferenciar muita gente no concorrido mercado de trabalho da Faria Lima.
Banco anunciou a venda, em agosto, após mais de 40 anos atuando no país vizinho
Receita líquida somou R$ 375,8 milhões, crescimento de 11,3% na comparação com mesmo período do ano passado
Aumentam apostas de que o Federal Reserve (Fed) pode ter chegado ao fim de seu ciclo de aperto monetário, com novos dados apontam desaquecimento do mercado de trabalho nos Estados Unidos
Movimento de alta se intensificou após relatório de emprego dos Estados Unidos ter mostrado geração de menos vagas que as estimativas, alimentando a aposta de que não serão mais necessários aumentos de juros no país
Movimento do mercado de criptomoedas acompanha bom humor generalizado para os ativos de risco
Nesta sexta, barril do Brent – referência global – caiu 2,26%, a US$ 84,89, e o WTI, referência americana, recuou 2,36%, a US$ 80,51
Saldo do dia: No primeiro pregão depois do Brasil e Estados Unidos tomarem novas decisões sobre os juros de ambos os países, os investidores só sorriram nesta sexta. Corte na Selic, Fed dentro do esperado — apesar da porteira aberta, e dados americanos exalando otimismo foram os principais motivos para o índice brasileiro operar no azul absoluto nesta sexta. As palavras "déficit" e "zero" juntas estão proibidas…pelo menos por hoje
Número de publicações no X (ex-Twitter) e buscas no Google saltaram nas últimas horas; segundo banco, instabilidade já foi solucionada
Nesta sexta, índices fecharam sem direção única; papéis do setor automotivo e imobiliário foram destaques positivos do continente, enquanto as ações ligadas ao petróleo pesaram
O nome foi uma indicação do Centrão, bloco parlamentar comandado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira
