Por André Ítalo Rocha — São Paulo
A 3Tentos, de revenda e produção no agronegócio, se juntou à Caramuru Alimentos para montar um negócio de logística e armazenamento no Pará. A operação vai exigir R$ 400 milhões em investimentos em cinco anos, divididos igualmente por cada sócio, e terá uma capacidade inicial de movimentação de 2 milhões de toneladas de grãos e farelos ao ano (começo previsto para 2026), chegando a 5 milhões de toneladas a 2028.
A joint venture, que ficará sediada na cidade de Itaituba, é vista pelas duas companhias como um instrumento para se fortalecer no chamado Arco Norte do país, região que conecta portos ou terminais portuários de cargas, especialmente de grãos, instalados nos estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Bahia. O negócio vai preferencialmente atender as duas sócias, conforme planejamento anual acordado entre as partes.
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No caso da 3Tentos, a operação no Pará será importante para escoar a produção da indústria que acabou de inaugurar em Vera, no Mato Grosso. Voltada para processamento de soja e produção de biodiesel, a fábrica em Vera começou a operar no terceiro trimestre deste ano. A unidade tem capacidade inicial para processar 2,6 mil toneladas de soja por dia.
Já a Caramuru, que há dois anos venceu leilão realizado na B3 para operar por 25 anos o Porto de Santana, no Amapá, pretende usar a operação para escoar produtos de maior valor agregado, como a chamada proteína concentrada de soja não transgênica (SPC NGMO), produzida no Mato Grosso e destinada ao mercado europeu.
A empresa, dona da marca Sinhá e controlada pela família Borges de Souza, chegou a iniciar o processo para IPO em 2021, mas o suspendeu em seguida. A Caramuru tem no conselho nomes como o economista Gustavo Loyola (presidente do board) e o especialista em energia Adriano Pires.
A joint venture entre as duas companhias ainda depende de aprovação do Cade.
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